The Prison – Português

Em 10 de janeiro de 2015 Mikael Andersson facilitou o jogo The Prison (A Prisão) escrito por Aleksandra Danilenko, Mariya Grubaya e Sergey Kolesnikov.

Metade do século 21.

Os governos mundiais se uniram contra o terrorismo e estabeleceram uma nova ordem social onde as pessoas são divididas em castas.

Você é mais um dos muitos criminosos culpado de um crime capital perante as novas leis. Um por um, você ou seus companheiros serão removidos da cela e levados para execução.

Quanto que vale a pena lutar pela sua vida? Quem irá sobreviver?

The Prison (A Prisão) é um intenso e imersivo jogo freeform russo focado em castas e identidades em um futuro não tão distante mas ainda aceitável.  

Diferente de outros jogos, jogadores irão decidir entre seus ‘companheiros presidiários’ quem irá ser executado. Os que forem selecionados para ‘execução’ deixarão o jogo até que o mesmo termine.

(Tradução livre)

The Prison é um larp sobre pessoas sentenciadas de crimes capitais em uma espécie de reality show. No mundo ficcional deste jogo a sociedade é dividida em quatro castas: Alpha, Beta, Gama e Omega. Da mesma forma a população é distribuída entre classes, onde alphas são a minoria e omegas a maioria. Esta distribuição é refletida dentro jogo através da quantidade de pessoas em cada classe, haviam apenas 2 alphas e pelo menos 6 omegas.

Os personagens foram distribuídos pelo facilitador na hora do jogo, mas os jogadores poderiam trocar de personagem caso não estivessem confortáveis. Os personagens não possuem nomes, apenas casta e número. A ficha de personagem descreve apenas o crime cometido pelo personagem, logo os jogadores eram responsáveis por dar vida aos personagens criando histórias para eles.

Alguns dos personagens disponíveis no jogo eram:

  • Um lutador de rua.
  • Um cientista que matou pessoas tentando curar o câncer.
  • Um motorista bêbado.
  • Um profissional do sexo que foi pego “comercializando” menores.
  • Um homem que raptou a própria filha para salvá-la de abusos.
  • Um trabalhador de escritório envolvido em lavagem de dinheiro.
  • Um adolescente que foi preso quando criança após ter matado seus irmãos, e agora tornou-se legalmente maior de idade.
  • Um traficante de drogas.
  • Um assassino de aluguel da máfia.

O jogo começa com um exercício mental onde o facilitador descreve diversas situações onde na maioria das vezes são encontros dos personagens com outras classe.

A cada 10 minutos o guarda, personagem do facilitador, entrava na sala para escolher os dois próximos juízes que seriam responsáveis por definir quem seria o próximo a ser executado. Ambos os juízes deveriam decidir unanimemente quem deveria ser executado, ou um deles seria executado no lugar. Quando o guarda voltava ele conduzia o escolhido para a sua execução.

Durante o jogo quando alguém era escolhido ele deixava a sala e ia para outra sala onde era possível assistir ao jogo através de duas câmeras. Apesar de não participar do jogo como um personagem, o jogador do personagem executado poderia ajudar o facilitador a escolher os próximos juízes. Uma estratégia que os jogadores dos personagens mortos utilizaram para mexer com o psicológico dos personagens vivos foi escolher o mesmo juiz várias vezes consecutivas para torna-lo responsável por múltiplas mortes.

Os personagens vivos tentaram se conectar com a audiência mostrando mensagens como a seguinte: “Vocês estão nos matando, nós somos vocês”. Quando restavam apenas três personagens vivos, eles deram depoimentos para a câmera para tentar salvar suas vidas.

A estrutura do jogo cria um ambiente de segredos, os jogadores não tem idéia de quem são os demais personagens. Eu joguei de forma bem aberta e revelei todos os meus segredos, entretanto a maioria dos jogadores esconderam seus segredos e inventaram histórias para se proteger.

Um dos personagens estava preso desde que era criança, pois ele havia assassinado seus irmãos. Dentro do universo do jogo era o aniversário de maioridade  do personagem, logo ele poderia sofrer a “devida punição”. O jogador deste personagem foi incrível, ele era impaciente, eufórico, fazia movimentos estranhos com sua boca, claramente psicologicamente perturbado.

Meu personagem era um profissional do sexo e eu fui o terceiro a ser eliminado. Infelizmente não tive a change de ser um dos juízes. A visão do meu personagem sobre o sistema de castas era bastante aberta uma vez que pessoas de todas as classes procuravam por seus serviços. Ele foi salvo por um alpha e aprendeu que pessoas são apenas pessoas independente da classe que pertencem. O melhor momento foi com um alpha que acidentalmente havia matado cerca de 10 pessoas tentando curar o câncer. O alpha foi o primeiro a ser executado, mas durante o tempo em que estava vivo ele ficou sentado em um canto da sala separado do grupo. Ele apenas interagia com quem interagia com ele. De alguma forma ele estava complacente com seu destino, ele havia matado pessoas e para ele isso lhe tornava uma pessoa ruim. Minha interação com ele foi com sua relação de culpa com o fato que aconteceu. Para meu personagem independente do fato dele ter matado pessoas o alpha era uma boa pessoa pois ele tinha consciência sobre o que havia feito e sentia-se culpado. Eu me lembro de dizer para ele: “Você não é uma pessoa ruim”. Quando foi sua vez de ser levado, eu olhei para ele e repeti mais uma vez que ele não era uma pessoa ruim. No final, meu personagem era a única pessoa com quem o alpha realmente simpatizou.

O jogo terminou com a garoto sendo o último sobrevivente recebendo anistia.

É possível ouvir um podcast em inglês sobre o jogo no seguinte endereço: http://podcast.howweplay.com

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